Grãos de Areia

Grãos de Areia

 

Meus escritos são como grãos de areia, invisíveis entre outros, mas individuais, como eu.



Diário
03/07/2009 22h00
Meu primeiro Rondel

Bem, este foi meu primeiro Rondel. Fiz em parceria com a Angela Gurge. Ela teve a gentileza de me ensinar. Sou grata.


Vamos fazer um acordo camarada?
Você sabe resenhar, eu não sei...
Eu arrisco no Rondel, mas não sei nada...
Você escreve o texto e eu digo que resenhei..
 
Resenhando você não perde nada
E eu mostro ao mundo  o que ganhei
Vamos fazer um acordo camarada?
Você sabe resenhar, eu não sei...
 
Tudo bem, parece marmelada
Esta história de um fazer e o outro também
Pois ninguém precisa saber de nada
E os anjos vão todos dizer amém
Vamos fazer um acordo camarada?
 

Publicado por Maria Olimpia Alves de Melo em 03/07/2009 às 22h00
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03/07/2009 01h55
A outra metade está começando agora
1-A outra metade do ano está começando agora. Eu, em Belo Horizonte. É julho.
2-Droga. Acho que desta vez ele me pegou feio. Diabetes.

Publicado por Maria Olimpia Alves de Melo em 03/07/2009 às 01h55
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11/06/2009 23h26
....e o frio chegou.
...... e o frio chegou .

11- Corpus Cristie: um dia triste e frio. Leo, o filho do vizinho, morreu. Foi meu aluno. Uma vida perdida, mal resolvida.

16 - Não mais que de repente, decidi e fui lá e comprei um carro. Adeus meu Principe de Prata.

17- Não sou mais ruiva. Ando assim meio alourada. O que é bastante esquisito.
       Aniversário da Márcia. Parabéns irmâzinha.
18 - Primeira reunião com os artistas da Quinta Mostra Cultural de Lavras
19  - Reunindo  outra vez mais artistas para a Mostra Cultural de Lavras
23 - Um ano já se passou. Ronaldo partiu. Para sempre. Deste tempo, deste espaço.
30 - Belo Horizonte - Curso: Arquivo Público Mineiro. Objetivo - criar o arquivo público em Lavras   ....e lá se vai a metade de mais um ano.

Publicado por Maria Olimpia Alves de Melo em 11/06/2009 às 23h26
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03/06/2009 18h23
Sendo entrevistada pela Malu
Sendo entrevistada pela Malu


Leitora compulsiva,dona de uma fábrica de pão, culta, inteligente e seus escritos encantam. A moça dessa semana chama-se Maria Olímpia Alves de Melo.
E Guilherme Arantes me emprestous os versos abaixo para darmos início à nossa comversa.
"O privilégio de fazer o pão
No cansaço de cada dia
Não há espaços gratuitos
as velhas vaidades Perderam seu lugar
Grandes revoluções Acontecem Lentamente, silenciosamente"
Maria, qual a grande revolução íntima que aconteceu silenciosamente em sua vida?
-A grande revolução íntima que aconteceu em minha vida foi quando eu descobri que era um indivíduo e que não havia no mundo nenhuma pessoa igual a mim. Foi aprendendo a me conhecer que também aprendi a gostar de mim mesma. E, quanto mais eu gosto de mim, mais eu gosto também das pessoas.
E o amor, como ele te pegou? Lentamente ou avassalador?
- Quando se fala em amor geralmente se fala no sentimento íntimo que envolve duas pessoas embora o conceito possa ser usado em amplos e variados sentidos. Vamos dizer então que já amei dessa forma.Posso dizer também que ele já me pegou lentamente e avassaladoramente. Hoje em dia porém eu desisti dele, completamente...mas como saber de verdade se ele não manda aviso? De qualquer forma eu penso que tenho muito amor dentro de mim e que não deixo ele parado - na falta de um só eu o espalho para um montão de gente: família, amigos e quantos mais quiserem recebê-lo. Mas o meu amor maior é pela Vida que se encerra e completa em si mesmo.
No seu trabalho divulgando a cultura você recepcionou vários artistas. Qual a avaliação que você faz desses encontros?
-Muitas pessoas interessantes passaram por minha vida em função do meu trabalho. Afinal trabalhei quatro anos como Secretária de Educação e agora estou no quinto ano como Chefe do Departamento de Cultura. E o que mais me deixa encantada é verificar como as pessoas famosas são simples. Gente como a gente. O meu maior contado foi com escritores. Não cuido da área de Grandes Eventos e por isso nem chego a ter contado com os super-famosos que aparecem por aqui. Grupos de Teatro, Músicos, são com esses que lido. Os encontros são sempre muito produtivos e servem para diminuir o fosso existente entre Capital x interior. Desde a gestão passada o governo mineiro tem feito o possível para interiorizar a cultura e Lavras tem sido uma cidade privilegiada nesse aspecto: recebemos aqui Orquestras Sinfônicas, Corais, Grupos de Câmera, Espetáculos Teatrais de altíssimo nível, como os bonecos do Giramundo, o Grupo Galpão e outros de primeira linha.
Envolvida, com carinho e orgulho, no incentivo à cultura, qual peça de tearo gostaria de ver encenada na sua cidade?
- Uma vez eu assisti a Fernanda Montenegro em Dona Doida onde ela representava poemas de Adélia Prado. Mas o que eu gosstaria mesmo era de vê-la levando os meus poemas ao palco. Agora, em termos de espetáculo, O Fantasma da Ópera
Quando você se descobriu uma escritora?
- Primeiro eu me descobri leitora. Bem, eu estudava em uma escola multiseriada onde não havia o quarto ano primário. Então, no mês de outubro meus pais me levaram para um internato onde eu deveria fazer as provas do quarto ano para obter o certificado. No primeiro dia de aula a professora pediu uma redação sobre Santos Dumont. Então eu peguei um avião no Rio de Janeiro e fiz uma viagem pela Europa. Escrevi um caderno inteiro. Foi aí que ela disse:Menina, você é uma escritora! Eu tinha dez anos. Penso que foi então que percebi que sabia escrever e não parei mais.
Eu adoro essa pergunta: Qual a trilha sonora da sua vida?
- A do filme Blade Runner.
A crise mundial afetou todos os segmentos da sociedade. Como você - empresária - está lidando com ela?
-Já passei por grandes dificuldades com minha empresa de pequeno porte - uma Padaria. Mas agora, sinceramente ela ainda não me afetou. A maré está boa para os meus negócios.
Como é o humor de Maria Olímpia?
- Sou bem humorada quase o tempo todo
O que te tira do sério?
- Grosseria, mentira, petulância. E a corrupção no Brasil;mas quando vejo que ela está afetando o meu humor paro de ler e ouvir a respeito. Depois volto porque não dá para ficar alienada muito tempo.
Qual o seu autor preferido?
- Eu não posso dizer que tenha um autor preferido, gosto de muitos. De vez em quando me apaixono por um e procuro ler tudo o que escreveu. Depois encontro outro e enlouqueço. Nesse ponto sou um tanto quanto volúvel. Mas preciso dizer que ando encantada por alguns autores aqui do Recanto. Só não vou dizer por quais, você compreende, não?
A viagem dos sonhos?
- As viagens de meus sonhos eu as realizo através de minhas leituras.Não tenho exatamente um lugar onde gostaria de ir em especial. Mas adoro viajar pelo Brasil e conhecer sua diversidade. Atualmente minha paixão é Pernambuco. No entanto em setembro vou realizar uma grande viagem: passarei três semanas na Europa, países latinos.
Você se candidataria a Vereadora ou Deputada?
- Para a política eu contribuo com o voto consciente e aceitando cargos comissionados como os que já ocupei: Secretaria de Educação e Chefe do Departamento de Cultura. Candidatar-me, nunca.
 
Maria Olímpia agradeço com muito carinho a sua participação. Foi um prazer imenso.
Beijos - Malu

 

 
 
 





Publicado por Maria Olimpia Alves de Melo em 03/06/2009 às 18h23
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25/05/2009 20h00
Uma resenha de Zélia Freire
Zélia Freire  
  NAMORADOS
 
Foi-me dada à incumbência de fazer uma análise do texto da escritora Maria Olímpia, que se utilizou da tragédia para demonstrar a sua capacidade criativa. Ela trabalhou em cima de duas personagens com as características simplórias e destituídas de interesses maiores, qualificações estas bem colocadas, haja vista as condições exigidas pelo enredo da história. No decorrer da narrativa descobre-se que a personagem feminina tem um sonho que vem sendo postergados anos a fio pela personagem masculina. Frustradas as tentativas da realização desse sonho, que se resumia no casamento, a personagem feminina apela para a tragédia, que conforme nos é explicado nos alfarrábios, “trata-se de um drama, que se caracteriza pela sua seriedade e dignidade, freqüentemente em conflito entre personagens, lei, destino, etc. e recurso tão comumente usado pelos grandes escritores, gregos, romanos, ingleses  e dentro do contexto da literatura brasileira ela manifestou-se através  do escritor Graciliano Ramos entre tantos outros. Isto posto, com o seu estilo próprio a escritora  de forma, digamos, sub-reptícia, furtiva , nos chama a atenção para a fraqueza do ser , cujas características é apatia, passividade, aceitação do status quo e desprovido do espírito de luta, que busca na morte a solução do seu problema. Parabéns a autora.
 
Zélia Freire

Publicado por Maria Olimpia Alves de Melo em 25/05/2009 às 20h00
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