| |
Meus escritos são como grãos de areia, invisíveis entre outros, mas individuais, como eu.
Textos
Ora sim, ora não
Naquele tempo, a tua roupa tropicalista, (Eu mais diria, psicodélica) não me causava nenhum transtorno. (Antes diria, sentia orgulho nenhum engulho)
Mas, naquela época eu te queria. Hoje, não. (Mais que amor, era paixão)
Se não tiras esta gravata listada esta camisa de amricano apatetato esta calça de brim axadrezado, tenha dó, contigo não falo não! claro que não.
Sou uma moça burguesa de classe média e minha família é distinta. Tenho que zelar por minha reputação, que não sou puta, nem atração de praça pública, palhaço não.
E ainda este sapato branco paletó avermelhado (e acetinado) charuto de encruzilhada chapéu de luto! Tenha dó, irmão não dá mais não acho melhor eu dar no pé: tudo dpende de ocasião.
(uma historinha bem antiguinha e tirando fora as licenças poéticas, quase verdadeira)
De meu livro inédito de poemas Com meus olhos de sombra |
Maria Olimpia Alves de Melo |
 | Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Cite o nome do autor e o link para http://marilim.net). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas. |
Publicado em 30/07/2010 às 10h19
|
|